Aromaterapia – O que é e como ela pode contribuir para uma vida melhor

A Aromaterapia não é uma prática atual. Segundo registros históricos ela começou a ser utilizada por volta de 3.000 a.c. na China. Seu primeiro experimento foi com o tratamento utilizando a cânfora.

A aromaterapia é uma prática terapêutica que se insere no ramo da fitoterapia. Como o nome já diz, se utiliza dos aromas como ferramenta para promover estímulos sensoriais no cérebro que, segundo estudos, podem ser muito eficientes no tratamento de doenças físicas e emocionais.

Seu principal objetivo é equilibrar o nosso organismo e recuperar a harmonia, contribuindo efetivamente para o bem-estar.

Óleo essencial sendo preparado para utilização

O que é utilizado na aromaterapia

Para quem ama recorrer aos tratamentos naturais a aromaterapia é uma opção muito agradável que pode contribuir para uma menor ingestão de medicamentos farmacêuticos, que preocupam a muitos.

Os óleos essenciais são a base da aromaterapia. Os aromas e as partículas que esses óleos liberam, ao serem inalados, têm o poder de chegar ao sistema límbico, que é o responsável, em nosso cérebro, pelas emoções, fazendo com que haja modificações de humor. Por esse motivo a aromaterapia confirma que existe uma ligação entre o olfato e os sentimentos. 

Os óleos essenciais são retirados dos frutos, folhas, flores e raízes. São muito concentrados e extraídos através de diversas técnicas de extração. Devido a sua alta concentração esses óleos não são apropriados para uso direto na pele, é indicado que a sua aplicação seja feita através de banhos, evaporação, inalação ou aromatização. As massagens também são utilizadas, mas os óleos essenciais para este fim são diluídos em óleos vegetais.

O que a aromaterapia é capaz de tratar

A aromaterapia é ainda pouco utilizada no Brasil. Muitos a confundem com práticas enganosas e de charlatanismo por falta de conhecimento . Segundo a Associação Brasileira de Medicina Complementar, a ABMC, ela é um tratamento curativo através do olfato. No Brasil ela é utilizada no Sistema Único de Saúde (SUS) como uma das terapias complementares oferecidas pela rede.

A aromaterapia além de curativa é considerada como natural, preventiva e alternativa. Hoje ela é reconhecida pela Organização Mundial de Saúde, OMS, como um recurso terapêutico.

Ela pode ser utilizada para tratamentos diversos pois os óleos essenciais proporcionam efeitos psicológicos e fisiológicos. A aromaterapia complementa os tratamentos convencionais e são definidos após uma avaliação profissional. 

Os benefícios psicológicos da terapia são o auxílio nos casos de depressão, ansiedade, relaxamento e tudo que envolve a mente humana. E os benefícios fisiológicos ficam por conta das propriedades antifúngicas e bactericidas dos óleos essenciais. Os seus efeitos e sucesso depende da escolha ideal das técnicas a serem utilizadas, e que são muito particulares a cada indivíduo.

Contraindicações

Há quem pense que os medicamentos naturais são inofensivos e só possuem benefícios, porém, essa não é a verdade. Mesmo as terapias consideradas naturais possuem contra indicações, e não seria diferente com a aromaterapia. Em primeiro lugar deve-se procurar um profissional qualificado para fazer a terapia. Se aventurar nesse universo sem uma orientação correta ou conhecimento não é uma boa opção.

Os aromas apesar de parecerem inofensivos podem provocar diversos tipos de reações prejudiciais com o uso e a manipulação incorreta. Pessoas cardíacas, alérgicas e crianças sempre precisam do consentimento dos seus médicos para iniciarem a prática.

Alguns óleos podem ocasionar leves queimaduras, manchar a pele ou causar algum tipo de alergia, por isso o cuidado na manipulação é essencial e deve ser feita da maneira correta e adequada. 

Hipertensos e gestantes também devem ter atenção especial. Por terem alta concentração os óleos essenciais podem trazer algum tipo de desconforto às grávidas e aos bebês, principalmente nos três primeiros meses de gestação. Óleos como os de hortelã-pimenta canela, gengibre e cravo têm o poder de aumentar os batimentos cardíacos, por isso avaliações médicas e terapêuticas devem ser feitas em conjunto e tratadas com seriedade.

Exemplos de óleos essenciais usados na aromaterapia

Alecrim, anis, bergamota, canela, camomila, copaíba, cardamomo, eucalipto, erva-doce, gerânio, hortelã pimenta, jasmim, lavanda, limão, manjericão, patchouli, rosa, sândalo, tea tree e ylang-ylang.

Concluindo

Os óleos essenciais têm seus inúmeros benefícios, porém a orientação profissional deve estar acima de qualquer decisão de iniciar a prática e um tratamento. A terapia deve ser feita por um profissional qualificado e a observação médica não deve ser descartada. 

Estudos mostram uma excelente resposta no auxílio à depressão, ansiedade e insônia, motivos pelos quais muitos procuram a e iniciam um tratamento com a aromaterapia.

Existem várias técnicas e metodologias de aplicação, e para se ter sucesso e segurança um especialista deverá ser consultado e levará em conta diversos fatores como condições físicas, de saúde o histórico do paciente, fará uma avaliação e será definido o melhor caminho a ser trilhado dentro da aromaterapia. 

Com segurança, a aromaterapia é uma prática que pode trazer diversos benefícios à saúde e ao bem-estar.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *